Paz,
uma busca incessante
A nave
norte-americana Galileu antes de seguir viagem para Marte, foi a Vênus e, ao
retornar, passou pela Terra. Nessa ocasião, seus sensores Foram apontados para
nosso planeta. Os cientistas perguntaram à nave se havia vida na Terra e a
resposta foi:
– É
provável.
Os
instrumentos humanos foram incapazes de detectar seus criadores. Será que os
deuses nos enxergam?
A imagem da Terra vista do espaço é, hoje, bastante
conhecida e podemos perceber que é totalmente impossível “ver” países. As
fronteiras não se revelam ao viajante do espaço. Quando podemos observar o
planeta, percebemos que os homens é que criaram seus territórios, não a Natureza.
As relações internacionais são movidas por interesses e ódios que não fazem
sentido, se analisarmos o homem. Quantos povos se mataram, e ainda se matam,
porque o “inimigo” nasceu do lado “errado” da margem do rio ou então acredita
em um deus diferente (às vezes até no mesmo).
Não há o
que justifique o ódio desenfreado a quem nem conhecemos. O inimigo não tem rosto
nem nome. E só inimigo... E um ódio à terra onde nasceram...
Teremos
paz quando não existirem mais brasileiros, norte-americanos, europeus ou
asiáticos. A paz chegará no dia em que nos transformarmos em terrestres. Quando
as fronteiras não mais existirem e os homens forem somente... Homens.
Quando
isso ocorrer, teremos dado nosso passo mais importante na direção do que é
relevante para o homem – estaremos transformando-nos em Cosmopolitas, isto é,
em cidadãos do Cosmo...