Quando chega a hora de retornar a casa, à realidade é a dureza
do pensamento objetivo e concreto que fica a nossa espera. Por que é
necessário que assim seja? Por que não tentar transformar tudo em pensamentos
leves, concretos sim, mas alimentados pela felicidade? Podemos encontrar matéria-prima
bem ao alcance de nossas mãos, pois sabemos de que é feita a felicidade.
Ela é composta de pequenas coisas em tamanho, mas enormes, em sua carga
emocional. Ela é feita de uma neve que cai, de um campo florido, de um Sol que
se põe, do sorriso de uma criança, enfim, de amor... O Sol nos dá luz e calor,
a Terra, seu ar e seu chão. Não podemos desperdiçar-los. Cada ponto no céu existe
como se nós fossemos a razão de tal existência. Tudo se passa como se o céu
fosse nosso servidor. É necessário que tiremos alguma coisa de bom destas
certezas, mesmo que seja a humildade com que o Universo se apresenta a nós – a
humildade que somente um Senhor que se apresenta como servo, é capaz de nos
ensinar.
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