A “quilha” da razão abre caminho e avançamos sabendo
que o conceito absoluto de liberdade é destituído de respaldo na realidade
física. Viver em sociedade nos impede de realizar conceitos absolutos. Não
somos livres para morrer, assim como não somos livres para nascer. Somos
livres, sim, para odiar e para amar. Ser absolutamente livre, em seu sentido
lato, é estar... morto! Temos que aprender que ser livre é ter consciência de
qual é a nossa prisão! Enquanto habitarmos um mundo em que a cada dois
segundos morre uma criança; enquanto habitarmos um planeta que gasta um trilhão
de dólares por ano em armamentos; enquanto não aprendermos a perder, estaremos
apenas nos exercitando, ensaiando, para sermos livres.
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