segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Aristóteles defendia que os homens se tornam o que são por meio do hábito. O bom músico se torna bom músico tocando, assim como um bom cirurgião se torna bom cirurgião operando. Para uma pessoa ser boa ou má também passa pelo hábito. Os maus desenvolvem a excelência de ser mau, os bons a de serem bons. Não podemos dar o que não temos. Podemos mudar, é claro, mas precisamos querer fazê-lo. O bem precisa ser praticado, assim como o mau também o necessita. É a prática que leva à excelência. Estou bem perto de onde quero chegar com essa falação. Durante o desenvolvimento das sociedades humanas vimos formas alotrópicas de uma mesma ação. Nos reinos, os nobres tinham direito à terra e à produção pelo sangue (não o derramado, mas o contido em suas veias). Não trabalhavam para ter riqueza, era destino. O enfado, a falta de ocupação, a falta de objetivos criavam, pela prática, pessoas ruins, desprezíveis (na média é claro!), arrogantes, prepotentes e cheios da certeza de que eram o que eram por direito divino. O tempo passa e nos vemos diante da revolução industrial. Os novos empreendedores não eram nobres! Nenhum nobre gerou indústria! A criatividade se esconde do conservadorismo. Eram pessoas criativas que desenvolveram negócios inovadores e ficaram ricos, mais que os nobres. E os industriais (principalmente seus descendentes que receberam tudo por meio do sangue!) tornaram-se os novos arrogantes. Nos dias atuais os “enriquecidos” são os artistas, modelos, jogadores de futebol, e mais algumas atividades que não passam muito bem pelo intelecto. Os infantes querem ser jogadores de futebol e as infantas querem ser “modelo e atriz”! Pior do que isso, seus pais também querem! Assim é fácil ver porque a educação está em decadência. As famílias não entendem o crescimento social pelos valores humanos, mas sim pelo dinheiro que acumulam. Diante da constatação de que a grande maioria dos “prepotentes” de hoje vieram de lugar nenhum, percebemos a necessidade de pisar em seus iguais para que possam se sentir diferentes! E o povo? Esse era açoitado pelos nobres, explorado pelos “industriais”, desprezados pelos novos senhores da sociedade. Assim também classifico os políticos, são pessoas que, por hábito, desenvolvem a essências de ser mau.

“A felicidade para Aristóteles corresponde ao hábito continuado da prática da virtude e da prudência.” É por isso que o Mundo está infeliz!

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