terça-feira, 12 de agosto de 2014

FRÁGEIS FRONTEIRAS
Houve um tempo em que a uniformidade comandava a existência. Era uma época anterior à memória da Humanidade. Na ânsia pelo eterno, as formas universais foram lentamente se modificando. Pouco a pouco, diante de transformações ciclópicas, o mundo foi conquistando sua forma, as leis físicas codificaram-se, e o existir organizou-se.
Etapa por etapa, o mundo preparou-se para receber cada um dos objetos que o povoam. Objetos estes que não surgiram prontos, acabados; foram frutos da evolução, de modificações intrínsecas e extrínsecas que os viabilizaram.
Parte integrante desta programação universal, a Genética Estelar foi fator decisivo na formação do Mundo como o conhecemos. Como conseqüência dessa genética, viabilizaram-se os planetas e, um pouco mais tarde, o Homem, na Terra. A vida emerge do mar e toma conta do planeta. Do chão, levanta a cabeça, torna-se pensante, constrói instrumentos, aprende a falar. Grita aos céus. Busca o infinito, mas teme as profundezas da Terra... e da mente. Torna-se fruto do equilíbrio entre poder viver e poder morrer. Oscila de Eros para Tanatos.

O desenrolar do tempo acaba por gestar a consciência, acompanhada de seu gemelar, o inconsciente. As Fronteiras da Psique instauram-se, bifurca-se o caminho dos homens. O encontro, agora, é com Afrodite ou com Perséfone. Narrar a saga humana no Universo é uma tarefa que coteja a da águia que atacava Prometeu. Como seres históricos, que somos, torna-se um problema hercúleo compreender os processos que nos formam. Teríamos que ser retirados do Universo para alcançar nosso intento, mas aí... seria tarde demais...

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