Nossa
força interior é a essência da existência dos deuses. Os deuses que os homens
criaram são demiurgos – ficcionistas – e nós, as criaturas, somos os
personagens! A existência torna-se uma grande peça teatral. Mas não é assim,
demiurgos somos nós, uma vez que criamos deuses tão poderosos! Eles são os
personagens! Nós somos os ficcionistas.
Possuímos
uma característica bastante diferente de todos os construtores de palco, uma
vez que não batemos nenhum prego em nosso mundo. Ao construirmos uma cadeia
causal, verificamos que temos uma Grande Explosão em nossa origem – o caos! Um
pouco de organização foi se impondo ao caos... Mais um tempo e as estrelas
permitiram a nossa chegada. Somos a ordem imposta ao caos, mais ou menos como a
obra do Deus hebreu que não é bem um demiurgo, uma vez que sua obra foi ordenar
o caos e não criá-lo. Somos o Universo, somos estrelas, somos o planeta, somos
personagens de nossa própria trama, uma vez que cumprimos o anátema de
representar o que não escrevemos. Mas o que existirá atrás da coxia que não
construímos... mas habitamos?
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