terça-feira, 12 de agosto de 2014

Nossa força interior é a essência da existência dos deuses. Os deuses que os homens criaram são demiurgos – ficcionistas – e nós, as criaturas, somos os personagens! A existência torna-se uma grande peça teatral. Mas não é assim, demiurgos somos nós, uma vez que criamos deuses tão poderosos! Eles são os personagens! Nós somos os ficcionistas.

Possuímos uma característica bastante diferente de todos os construtores de palco, uma vez que não batemos nenhum prego em nosso mundo. Ao construirmos uma cadeia causal, verificamos que temos uma Grande Explosão em nossa origem – o caos! Um pouco de organização foi se impondo ao caos... Mais um tempo e as estrelas permitiram a nossa chegada. Somos a ordem imposta ao caos, mais ou menos como a obra do Deus hebreu que não é bem um demiurgo, uma vez que sua obra foi ordenar o caos e não criá-lo. Somos o Universo, somos estrelas, somos o planeta, somos personagens de nossa própria trama, uma vez que cumprimos o anátema de representar o que não escrevemos. Mas o que existirá atrás da coxia que não construímos... mas habitamos?

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