quinta-feira, 18 de junho de 2020


Pequena grande História
A escuridão é nossa companheira há muito tempo. Medos e fantasias povoam a ausência. Já viajamos pelo espaço, agora é o momento de viajar pelo tempo. Não iremos ao futuro. Façamos o tempo fluir para trás, escapando do sudário da vida.
Estamos em uma época perdida onde nada existia. Sem luz, sem espaço, sem tempo... Somente a quietude da monotonia. Surge, então, a primeira entidade universal. A singularidade, também conhecida como Ôvo Cósmico, se manifesta para nós. Quieta... Tranquila...
Subitamente... a luz é feita!
Agora somos testemunhas da criação... e cúmplices do Universo. Enquanto a imaginação vai dando corpo a formas desconhecidas, a razão transforma-se em figuras e dá, ao nada etéreo, um nome e um lugar para morar...
Não será sempre assim. O Universo está fadado à morte. Lentamente cada estrela abrirá mão de seu existir e nenhuma outra nascerá de suas cinzas. É o fim do anátema: a Fênix pode, finalmente, morrer pela última vez...
As estrelas se apagam, mas não pela última vez. É o nascer do dia que dilui o espaço. É o retorno da luz e do calor. É a Humanidade que cresce, rejubila-se com a vida, marca a Terra com sua presença, o espaço com suas visitas e o Universo com seus anseios...
Este amanhecer recorda um outro, já perdido no tempo, quando o ar se tornou respirável e o solo cultivável, foi o dia em que o palco ficou pronto, enquanto os atores esperavam, em algum lugar, o momento certo de entrar em cena...

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