sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

 

O Universo é gigantesco, mas não tem muita imaginação! Fez uma experiência, deu certo, então ele a repete ao longo do espaço e do tempo. Logo após o Big Bang as partículas fundamentais formaram um “mar” sem limites, sem ordem, um caos. O instante do Big Bang criou o espaço e o tempo, então o caos “ganhou” um palco, no qual poderia iniciar sua jornada, um drama? Uma tragédia? Um suspense? Um romance? Tudo isso, porque a ordenação do caos deu início a uma saga que iria permitir a vida. Por meio de duas forças contrárias – gravidade e pressão de irradiação – o Universo tornou-se protagonista naquele roteiro que se iniciou com a grande explosão. As partículas começaram a se juntar, dando origem às estrelas. A vida das estrelas é uma dádiva do equilíbrio entre essas duas forças. A morte de uma estrela é causada pela vitória de uma delas. A gravidade “aperta” tanto o núcleo da estrela que ele explode e, ao explodir, traz, ao espaço, os elementos químicos que conhecemos. Daí torna-se possível o surgimento dos Sistemas Planetários. Foi assim como Sol. Foi daí que viemos, somos frutos de uma batalha entre contrários e essa batalha se perpetua ao longo de nossas existências. Vivemos dos contrários que nos apresentam, que nos dão, que fazemos uso para existir. O que muito me espanta é que somos frutos de forças contrárias, mas não aprendemos a conviver com uma delas – as opiniões contrárias. Talvez uma deficiência evolutiva, talvez uma sina introjetada nas entranhas de nossas mentes. Um grande passo em direção à subida de degraus colocados pelo Big Bang talvez seja compreender nossas mentes de forma mais objetiva, mais realista, mais vivenciada, enfim, mais na direção de uma paz que ainda não encontramos. Vamos sonhar sonhos impossíveis; vamos desejar desejos nunca desejados; vamos escalar montanhas verdes que parecem tocar um azul inalcançável; vamos compreender o incompreensível para podermos ouvir a música que as montanhas cantam há mil anos; vamos deixar nossos corações baterem como as asas das aves, livres no ar; vamos ouvir o que o Universo nos quer contar, porque esse segredo, nada mais é do que ouvir os Outros!

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