Em torno de 600 a.C. a Economia grega estava dividida,
basicamente, em duas atividades. No Sul ficavam os plantadores de grão
(principalmente trigo), e no Norte ficavam os produtores de azeite e vinho. As
terras do Sul não eram boas, a produção de grãos era pouca (cara) o pessoal do
Norte descobriu que ao leste da Grécia (onde hoje é a Rússia) o povo tinha
terras boas e plantava grãos com colheitas muito grandes (barata).
Imediatamente passaram a vender sua produção para eles em troca de comprar os
grãos. Resultado disso? O Sul foi ficando muito pobre e se endividou com o
pessoal do Norte que agora estava rico. Em cerca de 594 a.C. o caos estava
instalado na Grécia (Atenas) e os governantes não conseguiam pôr ordem no caos
econômico. Aí chamaram um aristocrata que, sem dúvida, foi um dos homens mais
brilhantes que já passou pela Terra – Sólon. Naquela época não existia papel
moeda, as moedas eram cunhadas com metal precioso (ouro ou prata) e seu valor
era dado pela massa da moeda, chamada óbolo (0,5g) ou dracma (3,4g). O que
Sólon fez? O governo não tinha dinheiro suficiente para “salvar” o Sul aí
cunhou moedas com menos massa (de ouro) do que devia, completando-a com cobre
(dinheiro falso!); comprou a produção de grão do Sul, salvo-o da derrocada e as
coisas se equilibraram por lá. Essa, certamente, é a versão resumida dos
acontecimentos. Mas foi uma das primeiras vezes que um governo “imprimiu”
dinheiro sem lastro (era o caminho do fim do lastro em metal do futuro papel
moeda). Após a solução desse enorme problema, Sólon fez uma enorme contribuição
à Humanidade. Simplesmente criou a Democracia!
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