sexta-feira, 8 de março de 2019


Reflexões sobre um tempo ido
Entendo a Mitologia grega com uma grande metáfora do Universo, dos homens e das sociedades; apresentando-nos os caminhos da criação; de nossas virtudes; de nossas mazelas, enfim; de Tudo. Dentre os gregos, gosto muito de Platão; em Platão gosto muito do Crítias (no qual é revelado o mito de Atlântida) e o Banquete, no qual podemos ver o mito do andrógino. Platão nos conta que no princípio haviam 3 gêneros: masculino (descendente do Sol), feminino (descendente da terra) e o andrógino (descendente da Lua, pois possuía as duas características) [Preciso fazer uma pausa para enaltecer a percepção grega de que a Lua possuía as duas características, é sensacional. Fim da pausa]. O andrógino era como se fosse um homem e uma mulher colados; duas cabeças, 4 pernas, 4 braços, 2 genitálias e tudo o mais. Os andróginos, dotados de grande força e vigor, ficaram presunçosos, tendo, então, se virado contra os deuses, desafiando-os. Após uma deliberação no Olimpo, Zeus decidiu que iria cortar os andróginos em dois. Enfraquece-los. Assim o fez. Separados ficaram mais fracos e não mais desafiaram os deuses. Zeus cortava um andrógino e o passava a Apolo que virava suas cabeças para frente – para admirarem sua mutilação – e fechava o ventre, então aberto, com uma única cicatriz no meio do ventre (origem do umbigo). O homem e a mulher, agora separados buscavam-se para se unir. Zeus compadeceu-se e transferiu suas genitálias para frente, permitindo que durante alguns instantes os dois voltassem ao todo! E aí, somente aí, eram capazes de criar! Como os homens e as mulheres era um todo, é, portanto, o desejo e a procura do todo que se dá o nome de amor.
Por isso homens e mulheres são diferentes. São partes, se fossemos iguais não seríamos partes seríamos já um todo e nada teríamos que procurar no Outro.
Viva as diferenças, lutemos pela equidade!



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