sexta-feira, 9 de julho de 2010

Os clássicos Gregos e Romanos

É indubitável que a sociedade ocidental está calcada em pilares profundamente cravados na Grécia Clássica e na Roma Antiga. Nossa forma de pensar, nossos termos científicos, a presença de certos costumes, os padrões do trágico e do cômico, enfim... nós, ocidentais, somos o cadinho onde foram fundidas as duas grandes culturas.




A leitura dessas obras – falação vinda de um nevoeiro longínquo – deveria ser leitura obrigatória nas escolas do Ensino Médio, juntamente com Jacis, Bentinhos e Gulivers e Otelos, afinal a literatura deve ser humana e não somente brasileira ou... qualquer outra coisa.


A grande característica dos autores clássicos era de expor as fraquezas humanas por meio da conduta e das falas de seus personagens. O pessimista trágico Sófocles mostra-se inteiro quando defende em suas peças que os erros, a dor, a incompreensão e a ignorância permeiam as ações humanas e mesmo os inocentes são vitimados pelos irresistíveis desígnios dos deuses, uma vez que ele não acreditava em uma Justiça divina. Já Eurípides no século V a. C. construía suas personagens femininas muito mais fortes e ilibadas que as personagens masculinas. Para o poeta grego, as mulheres eram o baluarte da moral, da família e da pátria.


Como contraponto à tragédia existem as comédias, como as de Aristófanes, talvez o mais irreverente dos autores clássicos. A preocupação da ordem estabelecida com os ácidos textos do grego nascido no século V e morto no IV antes de Cristo era tamanha que na peça Pluto (A riqueza), o autor foi proibido de mencionar personagens vivas. Esta é a última peça conhecida de Aristófanes, escrita em 388 a. C. A riqueza mostrava que os bens são tão mal distribuídos porque o deus da Riqueza tinha problemas de vista! Óculos que fazem falta até nossos dias nos “deuses” contemporâneos.


Eles também erravam. E erravam feio! Aristóteles afirmava que “A sede da alma e dos movimentos voluntários deve ser procurada no coração. O cérebro é um órgão de importância secundária”.


Isso os aproxima mais de nós!


A leitura dos textos clássicos serve, sobretudo, para dois propósitos: dar acesso à cultura clássica e para mostrar que as sociedades humanas mudam, ao longo do tempo, mas permanecem, na essência, exatamente iguais!

Um comentário:

  1. Querido Airton, como estás?
    Saudades. Entre em contato se vir esta mensagem. Lembranças à Geni.
    Claudia Gimenez
    (claudiadeabreu@gmail.com)

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