quarta-feira, 27 de setembro de 2023

 Todos os dias penso nas estrelas e na relação íntima que temos com elas. Elas fazem parte ativamente de nossa História que começou há 13,5 bilhões de anos, numa época em que a época não existia.

No instante em que a singularidade relaxou, o Mundo veio à luz, cercado de escuridão. O Big Bang ocorreu em meio a uma fabulosa emissão de energia. Depois, logo depois, começaram a surgir entidades materiais que culminaram em estrelas.

O inexorável fluir do tempo fez a primeira estrela acabar com seu combustível e explodir em uma supernova primeva. Agora, após a primeira explosão, surgiram as condições necessárias e suficientes para o surgimento do primeiro sistema planetário. O Mundo começou a caminhar na direção do nosso Mundo.

Em um outro dia, já perdido entre o sentimento e a razão, um mundinho foi modificado pela existência. Era o início de uma nova saga.

As estrelas passam sua vida destruindo matéria, transformando-a em energia. O Sol a cada segundo gera energia equivalente a 5 trilhões de bombas de hidrogênio. A vida obtém sua energia a partir da matéria que consome. Parece existir uma “compulsão” no Universo para retirar a energia contida na matéria – saudade do Big Bang?

Platão conta-nos em seu texto O Banquete que nos tempos imemoriais os seres possuíam os dois sexos, eram os andróginos e foram separados em homens e mulheres, por Zeus que teve ciúmes daqueles seres. A pulsão da busca pela reunião das partes é o amor. O amor é a nostalgia de uma época que passou, de uma condição que não existe mais.

No afã de tentarmos ser o que éramos, buscamos o que fomos.

O amor é a “flor que brota no impossível chão”!

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