Todos os dias penso nas estrelas e na relação íntima que temos com elas. Elas fazem parte ativamente de nossa História que começou há 13,5 bilhões de anos, numa época em que a época não existia.
No instante em que a singularidade relaxou, o Mundo veio à
luz, cercado de escuridão. O Big Bang
ocorreu em meio a uma fabulosa emissão de energia. Depois, logo depois,
começaram a surgir entidades materiais que culminaram em estrelas.
O inexorável fluir do tempo fez a primeira estrela acabar
com seu combustível e explodir em uma supernova primeva. Agora, após a primeira
explosão, surgiram as condições necessárias e suficientes para o surgimento do
primeiro sistema planetário. O Mundo começou a caminhar na direção do nosso
Mundo.
Em um outro dia, já perdido entre o sentimento e a razão, um
mundinho foi modificado pela existência. Era o início de uma nova saga.
As estrelas passam sua vida destruindo matéria,
transformando-a em energia. O Sol a cada segundo gera energia equivalente a 5
trilhões de bombas de hidrogênio. A vida obtém sua energia a partir da matéria
que consome. Parece existir uma “compulsão” no Universo para retirar a energia
contida na matéria – saudade do Big Bang?
Platão conta-nos em seu texto O Banquete que nos
tempos imemoriais os seres possuíam os dois sexos, eram os andróginos e foram
separados em homens e mulheres, por Zeus que teve ciúmes daqueles seres. A
pulsão da busca pela reunião das partes é o amor. O amor é a nostalgia de uma
época que passou, de uma condição que não existe mais.
No afã de tentarmos ser o que éramos, buscamos o que fomos.
O amor é a “flor que brota no impossível chão”!
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